sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Roberto Gómez Bolaños comemora 85 anos em família e com saúde frágil



Rodeado de alguns poucos familiares e muito perto de seus seis milhões de seguidores no Twitter, o comediante mexicano Roberto Bolaños celebra nesta sexta-feira em Cancún seus 85 anos, com a saúde frágil.
"Não teremos uma festa, na hora do almoço vamos ao seu quarto para parabenizá-lo. Sua saúde está frágil e, há algum tempo, ele fica na cama, com acompanhamento médico. Fica uma pessoa com ele 24 horas por dia", contou à Agência Efe nesta manhã um familiar próximo, que preferiu não se identificar.
Em uma conversa por telefone, o parente disse que ultimamente o criador dos célebres personagens "Chaves" e "Chapolin Colorado" "teve dias bons e ruins".
De acordo com esse familiar, o comediante tem uma forma de explicar seus problemas de saúde "mais a seu estilo", pois "diz que correu sem óleo por mais de 40 anos trabalhando e com muitas viagens que o levaram para cima e para baixo, e agora os resultados estão aí".
"É um homem forte de 85 anos, que não perde o senso de humor. Ficamos muito tristes em vê-lo de cama. Agora, estamos felizes porque já tem três dias que ele está muito bem. Ele até publicou um tweet, e isso nos encoraja. Dessa forma, sabemos que ele se sente bem, com ânimo para escrever para os seguidores", declarou.
A Televisa, principal emissora do México, já sugeriu por várias vezes que alguém escrevesse as postagens em seu nome, mas ele se nega. "É minha conta e eu comando minhas mensagens", disse o ator.
Pela rede social, o comediante agradeceu a todos os seguidores pelas mensagens recebidas. "Obrigado por todo o seu amor e todos os parabéns. Estou animado e grato, sempre. Um abraço: Chespirito", publicou.
Alguns amigos também enviaram recados de felicidades pelas redes sociais. O ator Rubén Aguirre, que na série "Chaves" vive o professor Girafales, postou diversas mensagens e uma foto lembrando a época em que atuavam juntos.
Em uma das mensagens ele escreveu: "Um presente de vida é ter compartilhado alegrias, tristezas, sucessos e fracassos ao lado de (Roberto Bolaños) @ ChespiritoRGB".
Roberto Bolaños tirou seu apelido do dramaturgo William Shakespeare, cujo diminutivo em Espanhol era "Chespirito".
Há alguns anos, ele se mudou para Cancún junto com a mulher Florinda Meza, a Dona Florinda da série. O casal vive em uma casa próximo à Lagoa de Nichupté.

Via: G1.com

Edgar Vivar e Rubén Aguirre falam de seu trabalho com Chespirito


 “Sabia que as pessoas seguem dizendo que você e eu estamos loucos”, diz um dos personagens que Roberto Gómez Bolaños criou e que, segundo dois de seus colaboradores mais próximos, também é uma resposta para os detratores que criticam seu “humor simples e popular”.
Para o ator Edgar Vivar, um habitante do universo chesperiano – tendo em conta que o apelido de Gómez Bolaños significa “pequeno Shakespeare” – até a comédia de Aristófanes foi classificada para as classes baixas e ainda assim se manteve por sua universalidade que, diz, também reflete Chespirito.
“Na medida em que mais se toma um tema ou grupo, ou uma situação (na comédia), vai se reduzindo o leque as possibilidades; o objetivo é fazer o maior número de pessoas rirem, fazem mais universal o riso, creio que esse é o grande mérito de Roberto, seu humor é muito universal”, disse Vivar sobre o comediante mexicano que nesta sexta-feira completa 85 anos.
Há mais de quatro décadas que Roberto Gómez Bolaños apresentou o Chapolin Colorado, o Chaves e o Doutor Chapatin, personagens que se inseriram no imaginário coletivo do mexicano e de outros países da América Latina, com rotinas humorísticas inocentes em alguns casos e torpes em outros, diferentes no duplo sentido.
“Seus roteiros tinham três coisas: a simplicidade, a pureza, porque era muito puro o que fazia, e a engenhosidade terrível, já disse o mesmo Chespirito, o drama chega ao coração, mas a comédia chega ao cérebro, à inteligência, é mais difícil triunfar na comédia que com o drama, muito mais difícil, e Roberto conseguiu porque tem a inteligência suficiente e a capacidade para fazer roteiros que chegam à inteligência”, disse Rubén Aguirre.
Rubén, que deu vida ao Professor Girafales no Chaves, recorda as críticas que o programa teve no início das transmissões, ao ser marcado como “um programa para bobos” ou “um programa tonto”, mas que, segundo Aguirre, ao final cumpriu a função de suprir uma necessidade de grande parte da sociedade.
A televisão mexicana viu nascer a série Chespirito em 1970, no Canal 8 – de onde surgiu o nome do Chaves - para se manter no ar por 25 anos. Nela, Gómez Bolaños realizava esquetes com personagens que anos antes havia criado, como Chapolin Colorado, um anti-herói que, pese sua pouca inteligência, vencia o medo para salvar os que necessitavam de ajuda.
Em uma entrevista no Chile em 2008, Gómez Bolaños assegurou que o Chapolin abriu-lhe as portas na televisão, enquanto que o Chaves ganhou o carinho das pessoas. Esse menino órfão que vivia em um barril e que gostava de sanduíche de presunto conquistou o coração de milhões de pessoas na América.
“Sempre haverá uma criança que não é brilhante por falta de alimentação, um senhor que não paga o aluguel, uma mãe superprotetora, essas são as bases da comédia, exagerar os rasgos dos personagens para provocar risos”, disse Edgar Vivar sobre a forma como Chespirito buscou retratar a realidade de vários países do continente.
No mesmo plano, Rubén Aguirre vê o Chaves em qualquer vizinhança mexicana, nas favelas do Brasil ou em condomínios da Argentina. “Existe a vizinhança em todas as partes”.
“Eu creio que (Gómez Bolaños) se baseia na vida real (para construir seus personagens), não só do Professor Girafales; por exemplo, Seu Madruga, um tipo que não encontra trabalho, que tem má sorte, mas é honrado, é bom e no fundo, não é mau, mas tem isso que lhe vá tudo mal (…) há muitas coisas no roteiro baseadas na vida real”, disse Aguirre em entrevista telefônica.

O gênio nas letras de Chespirito
Mais do que um amigo, Edgar Vivar considera Roberto Gómez Bolaños como um mestre que lhe ensinou “a pausa na comédia, de entender quais são os mecanismos do riso”.
“Eu posso dizer que pude ter a honra de ter o melhor escritor na televisão mexicana para me escrever um personagem”, disse o homem que encarnou o Senhor Barriga em Chaves e o Botija em Los Caquitos.
“A mim me tirou de ser um ator medíocre em uma figura da televisão (…) atores como eu, como Ramón (Valdés), Quico (Carlos Villagrán), graças a um personagem, a ideias de um senhor como Roberto Gómez Bolaños se fazem da noite à manhã populares, não só no México, mas em toda a América”, disse o Professor Girafales.
Aguirre disse que na construção de seus personagens, 100% do trabalho era de Gómez Bolaños, “nós éramos zero, tudo era dele”. Ainda que eles contribuíssem com algumas frases como o “ta-ta-ta-ta” de Girafales, que o ator de 80 anos tirou de um professor do primário.
“O ta-ta-ta-ta equivale para a pessoa que para não estourar conta até 10, contar até 10 para não se irritar, aqui para não gritar, não bater, explodir”, disse Aguirre, enquanto que Vivar recordou que a improvisação não estava permitida com Chespirito, tudo era ligado ao roteiro.
“Isso não queria dizer que não se permitia a inclusão de piadas, se podiam fazer durante o ensaio, que fossem de acordo com o personagem, a ação dramática, e que fossem boas”, disse Edgar Vivar, que considera como um objetivo para sua carreira desligar-se de seus personagens que o fizeram popular ao lado de Gómez Bolaños.

“Que bonita vizinhança”
Outra chave do êxito do programa Chespirito foi a convivência de seu elenco por mais de duas décadas, algo parecido com “brincar” dentro do set.
“Toda essa dinâmica, todo esse êxito que se teve, se não nos déssemos bem, não seria possível; existe um mecanismo que é a seleção natural, então houve gente que se separou e houve gente que ficou, e o êxito prevaleceu, porque o êxito estava baseado, como tudo, no trabalho e na dedicação”, disse Edgar Vivar.
Rubén Aguirre disse que o trabalho com o elenco de Chespirito era muito divertido, “brincávamos muito”, em especial com piadas que fazia Ramón Valdés.
“Uma vez, no cimento (de uma banca de um estádio) Ramón foi dormir e ao vê-lo ali dormindo nos ocorreu algo, encontramos várias velas, e começamos a rezar como se estivesse morto (…) quando acordou, tomou coragem e nos correu, mandando-nos longe”, lembrou o ator.
Edgar Vivar destacou a igualdade que imperava no cenário, pese a ser Roberto Gómez Bolaños a figura central do programa, cada um dos personagens tinha a mesma importância.
“Ele era o que produzia, idealizava, que dava a cada um seu brilho, ele poderia ter sido egoísta em algum momento e escrever para ele as melhores piadas, mas não, sempre compartilhou”, concluiu.

Via:  Jorge Eduardo Gómez/CNN México / Fórum Chaves

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Chespirito festejará seu aniversário de forma "calma" e "relaxada"

Roberto Gómez Bolaños “Chespirito” celebrará seu aniversário da maneira mais calma e relaxada possível, segundo é sua tradição familiar, como contou seu filho Roberto Gómez Fernández.
“Não recordo de nenhuma festa de aniversário de meu pai com convidados especiais ou algo assim. Simplesmente lhe fazíamos algo muito singelo, uma comida agradável em sua casa, lugar onde íamos e lhe cortávamos um bolo, mas isso era tudo”, expressou Roberto Gómez Fernández, que acrescentou que seu pai se encontra repousando em Cancún, Quintana Roo, México, desfrutando de uma vida tranquila, sem sobressaltos, longe dos incômodos.
“Até por recomendação médica lhe tiraram os telefones de seu redor, para que seu descanso não seja interrompido, assim procuramos não lhe incomodar com isso”, disse o produtor.
Sobre a saúde de seu pai, Roberto Gómez Fernández falou: 
“Tem problemas para se mover de um lugar ao outro, lhe custa um pouco de trabalho respirar, mas se encontra bem no geral. Para ele, poder estar descansando ao nível do mar lhe é extraordinário. É paradoxal que meu pai não goste de ser o centro das atenções, mas invariavelmente é”, declarou o herdeiro de Chespirito, que acrescentou:
“Meu pai gosta de estar sozinho e escreve poemas. Gosta de levar uma vida em paz, a mesma que já ganhou e creio que merece”, considerou Roberto Gómez Fernández, na véspera dos 85 anos de seu pai, Chespirito.

Via:  El Universal / Fórum Chaves

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Chaves perderá espaço , mas não vai sair completamente do ar em SP


O SBT estreia no próximo dia 17 o telebarraco americano "Caso Encerrado". O programa, apresentado por uma versão cubana de Christina Rocha e dirigido ao público hispânico dos EUA, ocupará boa parte do horário atual de Chaves, mas não desalojará completamente o "curinga" do SBT.
Caso Encerrado será exibido das 18h30 às 19h20. Chaves continuará das 19h20 até as 19h45 na Grande São Paulo e nas afiliadas que não têm programação local nessa faixa. Mas mesmo assim em muitos lugares pelo Brasil Chaves não será mais exibido diariamente por conta da programação local das emissoras afiliadas.

Via: Uol

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Chaves pode sair do ar ou ter seu horário reduzido a partir do dia 17 de Fevereiro


 Outra vez ! :(

 Uma chamada exibida logo após a novela “Rebelde” chamou a atenção dos telespectadores do SBT na noite desta quinta (06).
Insatisfeita com a audiência do "Chaves", a emissora irá estrear um novo programa na faixa das 18h30.

O seriado mexicano voltou ao ar há menos de um mês com a exibição de alardeados 14 episódios inéditos e redublados, mas não conquistou bons índices no Ibope, ficando entre 3 e 5 pontos na Grande SP.
Ainda não se sabe se "Chaves" será reduzido ou cancelado, mas às 18h30 o SBT decidiu lançar um programa de auditório dublado, produzido pela Telemundo, emissora norte-americana dedicada aos latinos.

Trata-se do “Caso Encerrado”, apresentado pela advogada e psicóloga cubana Ana Maria Polo.
A atração faz sucesso nos EUA desde 2001 e se parece com uma mistura entre o “Casos de Família”, da época de Regina Volpato, e o "Tribunal na TV".

Na chamada, o SBT diz: "será que vai dar certo? Será que os críticos irão gostar?".
A emissora também foi bem sincera com o público: “Dê sua opinião através de nosso site. Se você gostar, continua!".

Ou seja, caso o programa não tenha um retorno positivo e dê audiência, será cancelado rapidamente.

Via: natelinha